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Atlas Copco na Revista Nacional de Reabilitação

2012-03-08

Empresas se esforçam para cumprir Lei de Cotas

Mesmo depois de 20 anos de vigência, a chamada Lei de Cotas ainda não é cumprida integralmente, apesar dos avanços nas contratações ao longo dos anos. Ela determina que as empresas, com 100 ou mais empregados, preencham uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência (art. 93 da Lei No. 8213/91). Uma das justificativas mais utilizadas para o não cumprimento é a falta de mão de obra, principalmente a especializada.
Algumas empresas mostram que é possível desenvolver iniciativas para receber PcD. A Atlas Copco Brasil, por exemplo, fornece produtos e serviços como equipamento de ar e gás comprimido, geradores, equipamentos de construção e mineração, ferramentas industriais e sistemas de montagem, até pós-venda e aluguel. "Temos consciência da dificuldade que o empresariado encontra para o cumprimento da lei, porém, não leva a nada ficar somente mencionando essas dificuldades e não tomar ações efetivas", afirma Waldir Eugênio Lúcio, gerente de Recursos Humanos.

Acordo com sindicato dos metalúrgicos de Osasco
A empresa assinou um acordo coletivo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco/SP comprometendo-se a contratar e formar pessoal, iniciando com um curso de preparação educacional, de 18 meses, equivalente ao Ensino Médio, com despesas totalmente custeadas pela empresa. A validade é de 01/08/2011 a 31/07/2013 e, em linhas gerais estipula contratos de trabalho celebrados em regime de 1/2 período, podendo transformar-se em período integral antes do término do curso, com jornada e salário dobrados; salário mensal inicial de R$ 821, além dos direitos trabalhistas legais e benefícios que a empresa oferece aos demais trabalhadores; a empresa se compromete ainda na busca de colocação efetiva dessas pessoas durante a vigência ou término do curso.
Antes da assinatura, 18 PcD já trabalhavam na empresa, principalmente em Barueri/SP. O curso, ministrado por uma entidade contratada (CAEP), teve 23 inscritos. "Considerando o compromisso da empresa cidadã da Atlas Copco, o mínimo que precisamos é cumprir a lei. Tendo em vista as dificuldades de encontrarmos oportunidades de trabalho efetivo para 40 pessoas com deficiência, que é a nossa cota, optamos por dar a oportunidade para esse grupo de pessoas", explica o gerente. "Assim, cumprimos nosso papel social e teremos boas chances de efetivação desse pessoal, já com qualificação e preparo para as posições na empresa. Aqueles que, eventualmente, não forem aproveitados estarão melhor preparados para se colocarem em outros locais e mesmo para suas vidas", considera.
Revista Nacional de Reabilitação, nº 84 de fevereiro de 2012