Cookies nos ajudam a fornecer o nosso serviço. Ao usar esse site, você concorda com o uso de cookies. Nós não armazenamos nenhuma informação pessoal. Saiba mais.

Imprensa / Histórias de aplicações de produtos / Nitrogênio na produção de vinhos: quanto mais o tempo passa, melhor fica

Nitrogênio na produção de vinhos: quanto mais o tempo passa, melhor fica

2012-03-06

Antigamente era inviável para pequenas e médias empresas possuírem um gerador próprio de nitrogênio por conta de seu alto custo. O desenvolvimento de novas tecnologias permitiram que os valores para aquisição e manutenção dessas máquinas caíssem, proporcionando um aumento no número de empresas que optam por gerar o seu próprio nitrogênio. 

Vamos abordar um caso sucesso onde um gerador próprio de nitrogênio foi um passo importante para aumentar a produção e tornar o negócio mais lucrativo.
A produção em questão é a de vinhos. Porém, antes de qualquer coisa, é preciso saber por que o nitrogênio se faz necessário nessa produção.
Por causa de suas características de inércia e ausência de cor e odor, o nitrogênio é usado para remover ou trocar o ar a fim de reduzir o risco de deterioração das propriedades do produto final, impedindo a oxidação e o uso de menos aditivos, conservando o aroma e o sabor natural do vinho e dando a ele maior tempo de armazenamento.
Os casos que destacamos são de dois produtores europeus. O primeiro é a Vinicultura Chablis, localizada na França e o segundo é a House of Gilliard, da Suíça, e produtora do vinho Dôle dês Monts.
 

Vinho Chablis: Tradição unida à tecnologia

_MG_4045.tif
Começaremos falando sobre a produção do Vinho Chablis, um dos mais famosos da França e produzido desde o século 12 pela família Michel.
O nitrogênio é utilizado no processo de engarrafamento e colocação dos rótulos e da rolha. Neste caso, por duas vezes se faz necessário seu uso. O primeiro é para remover todo o oxigênio das garrafas e o segundo é para expulsar, antes do arrolhamento, os gases que se formam dentro do vasilhame no momento em que é colocado o vinho. Como descrito acima, isso se faz necessário para manter todas as propriedades da bebida e aumentar o seu tempo de conservação dentro da garrafa.
O ar comprimido e o nitrogênio são gerados por um compressor VSD (velocidade variável), com secador integrado e um NG 7 da Atlas Copco, com três filtros. Segundo relata o engenheiro da Atlas Copco da França, Stephane Huby, o fato de possuir um gerador desta marca traz grandes benefícios ao produtor porque é uma solução muito econômica que ocupa pouco espaço, economiza energia e seu custo será pago à curto prazo, o que significa uma grande vantagem competitiva frente a outros produtores. Hoje, a vinícola produz cerca de 50 mil garrafas de vinho por ano, permanecendo como um dos maiores produtores do país.

Produção da House of Gilliard

Gerador de Nitrogênio NG
Já na Suíça, a produção da House of Gilliard procura ter o cuidado de acompanhar todo o processo de fabricação, desde o plantio das uvas até a finalização de seu engarrafamento, com a intenção de obter sempre um vinho com padrão de qualidade altíssimo. Neste caso, qualquer equipamento ou profissional que compõem o sistema precisam ser altamente gabaritados para tal. Para a produção de seu próprio nitrogênio, a vinícola escolheu instalar três equipamentos da Atlas Copco: dois compressores de Acionamento de Velocidade Variável (VSD) e um gerador de nitrogênio (NG).

Assim como ocorre no caso da França, os Suíços também economizam tempo e energia, alem de ver seu retorno de investimento rapidamente ser recuperado. "Calculamos uma economia de 10.000 francos suíços (cerca de € 7.500) por ano, apenas com os custos de energia" destaca o expert em vinhos da vinícola Hansueli Pfenniger.

É interessante ver que por trás de uma grande paixão cultivada por séculos, que é a produção de vinhos, há detalhes que muitos desconhecem mas que fazem toda a diferença no processo e que permitem ao consumidor final poder degustar todo o sabor e sentir o prazer que um bom vinho proporciona.
Além da produção alimentícia e de bebidas, o ar comprimido e o nitrogênio podem ser encontrados em outras indústrias como a eletrônica e a farmacêutica, por exemplo.